o sol é para todos

O sol é para todos – Literatura e racismo

O sol é para todos foi escrito por Harper Lee e lançado em 1960. O livro é um retrato de uma época da sociedade americana. Entretanto, ele também é – infelizmente – muito atual.

Nos Estados Unidos, o povo está nas ruas gritando que Black Lives Matter, em português, Vidas Negras Importam. No Brasil, se você acompanha os noticiários, você sabe que crianças negras são as que mais morrem no Brasil.

Portanto, não é absurdo dizer que O sol é para todos é um retrato da sociedade no século XXI. Não conheço todos os países do mundo, mas também nunca ouvi dizer de um país que esteja livre de racismo.

Infelizmente, esse crime está tão conectado com a nossa sociedade que às vezes parece impossível se livrar dele. Mas isso não é verdade. O racismo pode e deve ser combatido para que, um dia, os movimentos anti racistas não sejam mais necessários.

Enquanto o mundo precisar lutar contra racistas, “O sol é para todos” será um livro que fala de atualidades.

Enredo

Um livro emblemático sobre racismo e injustiça. Um dos maiores clássicos da literatura mundial.

A história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista.

O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.

O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

O sol é para todos e sua narradora

O livro é narrado por Scout, uma menina que – no início da história – tem seis anos. A personagem também é responsável pela narração do filme.

Essa talvez seja a escolha – a de um narrador infantil – que torna o livro mais bonito. A questão é, adultos entendem as coisas e, por isso, conseguem julgar o que é certo e o que é errado. Isso “contamina” o texto.

Por exemplo, ao ler esse post você pode perceber de forma rápida que eu sou uma pessoa contrária ao racismo e aos racistas. Por isso, eu tenho pela noção que é bem possível que eu falhe na missão de me comunicar com uma pessoa racista.

Afinal, por mais que possa utilizar argumentos tentando explicar para essa pessoa o quão errada ela é, ela ainda terá o pré conceito de que eu só penso assim por ser contrária a ela.

Entretanto, a Scout não entende boa parte das coisas que estão acontecendo. Por isso, é mais fácil qualquer pessoa sentir empatia pela personagem e pelos acontecimentos que levam esse homem negro, Tom Robinson, a julgamento.

É muito bonito – e triste – acompanhar essa criança descobrindo o racismo e outros preconceitos da nossa sociedade. Além disso, é tocante ver como uma criança pode descobrir a crueldade humana.

Por isso, acredito mesmo no poder de O sol é para todos mudar o ponto de vista de muitas pessoas.

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