Forrest Gump

Forrest Gump – literatura

Quando nós ouvimos alguém falar em Forrest Gump, já pensamos no clássico do cinema. Entretanto, esse filme foi baseado em um livro não tão conhecido. Você deveria lê-lo?

Forrest Gump foi escrito por Winston Groom e é um livro engraçado. Eu, que leio no trem, diversas vezes me peguei dando risada em meio a um monte de gente que talvez tenha imaginado que o meu livro estava bom.

Espero que as pessoas tenham conseguido ver a capa e, além disso, tenham sentido o impulso maravilhoso de ler um livro.

Mas não é só isso. Em muitos aspectos o humor de Forrest Gump é ácido. A obra busca a crítica por meio do humor. Forrest é um personagem inocente, mas que serve como uma excelente forma de crítica aos Estados Unidos. Além disso, ele é uma crítica ao sistema.

Por isso, não pense que por ter visto o filme você conhece Forrest Gump, você está errado. Livro e filme partem para locais diferentes, pois eles têm objetivos diferentes dentro da mesma obra.

Mas nós já vamos discutir esse ponto. Primeiro, eu gostaria de falar sobre a linguagem.

Forrest Gump – linguagem do livro

“Sou um idiota de nascença. Meu QI é de quase 70, então eu encaixo na definição, pelo que falam”.

Forrest Gump é um idiota – ele diz isso na primeira página – e o livro não pretende retratá-lo de outra forma. Por isso, como ele é o narrador, não faria sentido que a escrita fosse perfeita. Ou seja, Forrest escreve errado e, sendo assim, sua narrativa têm erros de grafia e de gramática.

Portanto, não se assuste ao ler coisas como: auguma, auguém, pensano.

Dessa forma você também já percebeu que a obra não tem nenhuma construção gramatical muito complicada.

Ela é muito fluida e, portanto, rápida de ler. Você não se cansa da voz de Forrest, pois como diz o subtítulo do filme no Brasil, ele é um contator de histórias e dos bons.

Forrest Gump no cinema

Em primeiro lugar, não espere ler a frase “Corra, Forrest, corra”, pois ela não vai aparecer. O Forrest do livro é um homem enorme e forte. Por isso ele é escolhido para jogar futebol americano.

Mas como nenhum ator era tão grande para que um ator parecido fosse escalado, eles escolheram o pequeno e magro Tom Hanks, que jamais se tornaria um jogador por seu tamanho.

É por isso que no filme – que é a obra completamente reescrita – Forrest Gump é um corredor.

Além disso, o Forrest Gump do cinema é inocente e sua inocência representa a bondade inata do ser humano. Ele é doce, infantilizado e de coração bondoso. Forrest Gump é o auge do herói americano, que luta na guerra e só participa de lutas por direitos dos cidadãos por não compreender o que está acontecendo.

No livro, ele é um idiota com algumas habilidades mentais que se destacam. Por exemplo, Forrest é ótimo em matemática, tanto que seus talentos permitem que ele seja enviado para uma missão da Nasa.

Além disso, ele participa de manifestações por ver que a guerra é algo idiota. O Forrest do livro não é um filho obediente, não é um namorado que não comete erros, não é um homem livre de problemas.

Pelo contrário. Mas em sua idiotice e em todos os seus erros, ele mostra os problemas da sociedade. Forrest Gump é uma critica à guerra do Vietnã, às expedições da Nasa e ao fato de que até mesmo um idiota é capaz de entrar para a política.

O filme é bom? Sem dúvidas, mas ele elimina toda a carga política e crítica que existe na obra. Portanto, repito que Forrest Gump não pode ser conhecido apenas pelo personagem de Tom Hanks.

Assim como Jenny do livro – retratada no filme como uma baderneira sem valores, somente por ser manifestante – merece ser conhecida como a mulher forte que busca um mundo melhor no livro.

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