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Gladiadores: quem eram eles?

Todo mundo já ouviu falar em gladiadores. É impossível não relacionar a história de Roma com a dos Gladiadores e do seu Coliseu. Entretanto, muitas pessoas têm sua visão a respeito dos gladiadores deturpada pelo filme de sucesso “Gladiador”. Será que a história era assim mesmo?

Pão e Circo

Os gladiadores eram parte fundamental da conhecida política do pão e circo criada por Roma. Basicamente, isso significava que o Império faria um dia de jogos e alimentos. O povo romano não precisava pagar nada para participar das atividades que poderiam incluir: uma manhã no Circus Maximus – onde ocorriam as corridas de biga – banquete – no qual todos eram servidos com a mesma comida do Imperador – e as lutas entre gladiadores no Coliseu.

Ou seja, foi uma forma que o império encontrou de dar ao povo uma ilusão de igualdade. Afinal, se todos se alimentavam da mesma comida, assistiam aos mesmos jogos e torciam juntos, qual a diferença entre eles?

Além disso, de acordo com o historiador Paul Veyne, a política era uma forma de reafirmação de poder. Por meio dela, os ricos tinham que fazer as doações que garantiam o divertimento dos menos favorecidos. Dessa forma, eles deixavam claro sua posição social e o montante de sua fortuna.

Os primeiros gladiadores

Além de divertimento e alimento, o Pão e Circo deveria ser um momento de justiça. Por isso, os presos do império eram julgados e sua pena de morte era decidida no Coliseu.

Ou seja, no dia da batalha eles eram levados à arena, onde os deuses deveriam decidir quem morreria nessa data. Havia lutas entre homens, entre pessoas e animais e apenas entre animais.

Esses prisioneiros tinham direito a médico, massagista e  boa alimentação. Entretanto, eles eram obrigados a viver em celas apertadas e divididas com outros presos.

O problema é que, quando você permite que o povo torça pelos gladiadores, essas pessoas se tornam uma espécie de “herói”. Por isso, quando os gladiadores se revoltaram em busca de uma melhora na qualidade de vida, a população se colocou ao lado dos lutadores.

O Império Romano conseguiu dar um jeito na revolta, mas percebeu que poderia perder o controle da população. Portanto, achou-se que era melhor interromper as lutas entre prisioneiros e criar a profissão de Gladiador.

A profissão de Gladiador

Pode parecer loucura que alguém queira seguir essa carreira. Eles continuavam dormindo em pequenas celas, lutavam correndo o risco de morte e precisavam se alistar por volta dos 14 anos.

Entretanto, existem outros fatores que precisam ser levados em consideração. O Império Romano era conquistador de territórios. Por isso, eles estavam sempre em guerra. Tanto que os animais usados no Coliseu eram dos mais variados – não apenas leões como nos filmes – porque isso era prova da conquista de mais territórios.

O que isso nos diz? Que quem não se tornasse gladiador, iria acabar sendo enviado para o serviço militar. Os militares, quando muito, conseguiam chegar aos 30 anos. Porém,  eles não tinham muita chance de aposentadoria, também não conseguiam grandes promoções na carreira. Ou seja, a maioria morreria longe de casa, em um campo de batalha.

Já os gladiadores podiam ficar na cidade, eram tratados como celebridades, tinham acesso a médicos, massagista e uma alimentação balanceada.

Além disso, eles conseguiam manter relacionamentos com mulheres – inclusive existem histórias de que alguns gladiadores se tornavam amantes das esposas dos poderosos romanos.

Ou seja, na época a profissão de gladiador era uma forma do jovem homem viver mais tempo e com mais qualidade de vida.

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