Kitty Genovese

Kitty Genovese: o crime por trás da criação da chamada de emergência (911)

A nossa cultura é formada pela história. Acontecimentos históricos são os responsáveis pela formação de uma sociedade e é, por isso, que a história nunca pode ser deixada para trás. Por isso falemos de Kitty Genovese.

Hoje, nós vamos falar sobre o motivo de as autoridades  dos Estados Unidos terem criado o 911 – número unificado e simples para chamar a emergência.

A terrível história de Kitty Genovese

Kitty Genovese era uma jovem americana de 28 anos. No dia 13 de março de 1964, Kitty saiu do trabalho e foi direto para casa que ela dividia com a namorada, Mary Ann Zielonko.

Ela estacionou o carro na vaga de seu apartamento, no bairro do Queens, eram 2:30 da manhã. Um homem – Winston Moseley – que a viu, do outro lado da rua, seguiu Kitty e ele a esfaqueou. Segundo rumores da época, vizinhos conseguiram ouvir enquanto ela gritava: “Meu Deus, ele me esfaqueou, me ajudem”.

Um vizinho do nono andar gritou e o assassino correu, porém ele não foi embora. O homem ficou esperando no carro e, ao ver que ninguém iria socorrer a moça, ele voltou.

Moseley entrou com Kitty no prédio e os gritos recomeçaram. Ela, que já tinha sido esfaqueada, pelo menos 14 vezes, foi novamente esfaqueada.

O assassino foi embora, Kitty se levantou e foi até o apartamento de uma vizinha onde ela desmaiou. A amiga pediu por socorro, mas quando a polícia chegou já era tarde.

Investigações e o assassino

As investigações do crime começaram imediatamente. Entretanto, não foi isso que chamou a atenção da mídia.

O que fez com que os jornais fizessem matérias extensas sobre o caso Genovese, foi o fato de que o número de testemunhas chegava a 38. O New York Times afirmou na época que 38 vizinhos viram e ouviram tudo o que acontecia, mas nenhum foi capaz de ajudar ou chamar a polícia:

“Durante mais de meia hora, 38 cidadãos respeitáveis, cumpridores da lei, no Queens, viram um assassino perseguir e esfaquear uma mulher, em duas investidas separadas e sucessivas”

O irmão de Kitty – Bill Genovese – gravou um documentário que questiona essa informação. Aparentemente, o Times não tinha certeza dos números, mas isso não alterou a situação: os vizinhos jamais socorreram a mulher que era esfaqueada.

Os ataques foram dois: o primeiro foi assistido pelo porteiro do prédio à frente, que depois disso foi para o seu quarto dormir. O segundo foi presenciado por um amigo de Kitty que ficou com medo de se envolver.

Um menino avisou ao pai, que chamou a polícia. Porém, quando eles chegaram, Kitty já estava morta, nos braços de sua vizinha.

Cinco dias depois do crime, Mosley foi preso ao tentar roubar uma televisão.

O 911

Depois da morte de Genovise, as autoridades começaram a discutir a efetividade do sistema. Naquela época, para chamar a polícia, o cidadão precisava ligar para o batalhão próximo a sua casa.

Graças a este fato, era possível não conseguir localizar policiais disponíveis e, além disso, você precisava sabe os números corretos.

Os primeiros testes concretos com o sistema unificado foram feitos cerca de 3 anos após a morte de Kitty.

Curiosidade

Para saber mais sobre o caso de Kitty Genovise, basta assistir ao documentário “The Witness”, disponível no Netflix.

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